Pataniscas Satânicas

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Eleições nos EUA2016 - Bush, Austeridade e Crise Migratória

Quero escrever sobre um tema que me tem interessado nas últimas semanas, e que tem tido desenvolvimentos recentes interessantes.

Começou como curiosidade mórbida sobre a personalidade pomposa e estravagante de Donald Trump, misturada com um receio de recrudescimento da xenofobia, do militarismo e da desregulação do sistema financeiro Americano.

Who is Donald Trump?

E confesso que me diverti no youtube, com as palhaçadas do homem. Faço o resumo deste meu prazer culpado, comparável a ver a ''Quinta'' na TVI:

- Ele insulta toda a gente: Bush é mole, Rubio transpira muito, Carson mente sobre a sua infância, Clinton usa peruca, Obama é estúpido, Sanders é maluco, Kerry é fraco e negligente, McCain é um falhado, Rand Paul é feio, Rosie O'Donnell é uma porca desleixada (!).

- Ele acusa toda a imprensa de mentir, e quando uma entrevistadora lhe fez uma pergunta que ele não gostou, ele acusou-a de estar menstruada.  :O

Vejam, se tiverem paciência para tanta parvoíce:


- Ele disse que ia construir um muro entre os EUA e o México. Na Fronteira. Para parar os migrantes hispânicos que tentam entrar nos EUA. Porque os hispânicos andavam a trazer droga e eram violadores. Whaaat...?



- Ele acha que um livro ('Art of the deal') que ele próprio escreveu é: ''o melhor livro do mundo, depois da Bíblia''.

A sério. O homem é espectacular como entertainer.

Fiquei um pouco... viciado. E agora tenho acompanhado a corrida às presidenciais Americanas de 2016, que vão decidir quem vai substituir Barack Obama.

E vocês perguntam:

''Mas porque é que o próximo presidente Americano nos interessa???''

Bem... é complicado. Mas a resposta curta é: por causa da Globalização.

A comprida?

Provavelmente não repararam mas durante o seu mandato, que começou em 2001, George W Bush foi o impulsionador de legislação para desregular os mercados financeiros. Também baixou impostos sobre lucros e dividendos e cortou o orçamento aos supervisores dos bancos.


Sem supervisão nem regulação, os bancos começaram a conceder empréstimos cada vez mais arriscados, o que contribuiu na medida grande para o crash de Wall Street em 2008.


Do qual resultou a crise do Euro.
Da qual resultou a austeridade que vivemos hoje.

Simplificando de maneira um pouco abusiva: Nós hoje temos menos dinheiro no bolso porque na década passada, o presidente Americano foi o George W. Bush.

O mesmo George W. Bush resolveu que era uma ideia espectacular invadir o Iraque, remover do poder Saddam Hussein, e criar uma democracia na região.


Esta ideia genial criou um vazio de poder no médio oriente, que foi preenchido pelos amigos do Estado Islâmico.


Agora, os militantes do Estado Islâmico têm um hobby, que é cortar a cabeça às pessoas quando não está a dar nada de jeito na televisão.


E esse hobby tende a deixar a população das regiões circundantes... um pouco ansiosa.

A guerra na Síria foi o fósforo, mas a presença do Estado Islâmico mesmo ao lado fez com que só um destino fosse possível para os migrantes: a Turquia ou o Mediterrâneo, e depois a Europa. Os migrantes estão um bocado entre a 'espada e a parede'...


O ano passado vimos notícias nos jornais em Abril, a dar conta da intenção do Estado Islâmico usar a crise dos refugiados para infiltrar a Europa com terroristas. 

Em Novembro, bombistas suicidas e tiroteios em massa vitimaram 130 pessoas em Paris

(Neste cartoon o Jeb! é o irmão mais novo do outro Bush, e candidato presidencial este ano)

Sem a Guerra do Iraque, não havia estado Islâmico, acha o ex-primeiro ministro inglês, Tony Blair

Simplificando de maneira um pouco abusiva: Nós hoje temos uma crise migratória da dimensão que temos, e o terrorismo a entrar Europa dentro, porque na década passada, o presidente Americano foi o George Bush.

Na altura chamaram-lhe estúpido muitas vezes.

No longo prazo, mostrou-se estúpido e perigoso.

Para nós, George Bush Junior contribuiu de maneira indirecta mas significativa (se bem que não intencional), para a austeridade e a crise migratória que vivemos hoje na Europa. Piorou a nossa vida. É o que dá ter uma pessoa estúpida num dos cargos mais importantes do mundo.



São coisas da Globalização.
Portanto, suspeito que para vislumbrar um pouco da década de 2020-2030, vamos ter que saber quem é que os Americanos vão eleger este ano.

Acabaram de ler um post sobre política internacional. Parabéns! Vocês merecem um rebuçado de internet.

Escolha a sua recompensa!

Um site para curar a má disposição.

Um gorducho sapudo que deita raios dos olhos e dos ouvidos.

Um gato a lamber um cão.

Uma jovem a mostrar os seios à internet através do Imgur (NSFW).

Uma jovem e um gato... se se sentirem indulgentes.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O país das alforrecas

À medida que o tempo passa fico mais surpreendido com os adultos. Os seniores, if you will. Estou cansado de ouvir conversas de café sobre o quão mal isto está. Porque não haja dúvidas, o quão mal isto está já destronou há anos a meteorologia como tema mais debatido em ascensores, cafés, e à mesa do jantar. O quão mal isto está, ou o já viste onde isto chegou.

Isto realmente já chegou a um ponto que... estou farto desta treta. Parece moda andarem de um lado para o outro a lamuriarem-se sobre coisas. Porra. Calem-se. Isto está mal. Já sei. O governo não presta. Vem aí o FMI. A oposição é pior. Estão a cortar-nos o salário. Estão a cortar-nos os apoios. Os impostos estão a subir. O desemprego está a aumentar. Não há condições de trabalho. estão a destruir a saúde e a educação. As crianças estão mais estúpidas. O Benfica não está a jogar nada.

Esta é uma excelente época para lamúrias.
Eu não tenho problema nenhum com lamurientos. Tenho problemas com frustrados lamurientos. É verdade que muitas coisas não estão brilhantes... Por exemplo, no barreiro, hospital distrital, não há hemoculturas para anaeróbios. Por exemplo. É uma coisa básica que falta. Mas isto não incomoda muita gente, excepto os desgraçados que tiverem sepsis por anaeróbios. E esses normalmente estão calados. E depois é só uma questão de uma pessoa ter sepsis pelo bicho certo. Também não é assim tão dificil...
O que incomoda, e com toda a justiça, é a baixa de salários, a desvalorização das horas extraordinárias, é a carga de trabalho para lá do razoável, são os bancos de 24 h sem saída de banco, é a falta de comodidade no trabalho.

Isso é que mobiliza as pessoas para fazer reuniões para discutir maneiras de lutar contra a situação. Foi isso que aconteceu a semana passada, no meu local de trabalho. Fez-se a reunião, e decidiu-se que era melhor não fazer nada. Porque as horas extraordinárias podiam estar a ser mal pagas, mas as pessoas têm que pagar contas... e manter um determinado estilo de vida. Por isso é melhor não enfrentar administrações. Greves então, nem pensar. Fazem azia. Sindicatos, vade retro. Nunca na vida. Que nojo. Esses charlatões não querem é trabalhar.

Assim, ontem tive o prazer de ver as coisas voltarem ao que deviam ser. Fomos todos almoçar, e dizer mal do governo, da administração, dos MGF's, dos doentes e do vizinho do lado. Bandidos. Querem é roubar. Chupistas.

Fazer alguma coisa... epa, o que é que nós podemos fazer?
Nada, claro. Nós somos alforrecas. As alforrecas não reclamam. As alforrecas ficam na areia a secar ao sol, até que vem um puto de 5 anos, obeso, espetá-las com canivetes que apanhou da areia.
As alforrecas são bichos simpáticos que habitam em cada um de nós.

Lembro-me de duas frases: ''a democracia é o único sistema que garante que nenhum povo tenha um governo melhor do que merece'', e outra, dita por um espanhol radicado em Portugal, que trabalha comigo: ''Mijam-nos em cima, e temos que acreditar que chove.''

Vivam as lamúrias.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Rei dos Cognomes

Creio que não abria o jornal Metro há meses para ler… Mas sim, este jornal traz-me recordações. Seja porque quando o lia mais foi na altura em que passava os dia na sala de alunos a jogar Magic e pôr musica, ou porque me faz recordar o Pedro Azevedo, que assinava sempre o jornal depois de preencher as palavras-cruzadas.

Mas há pouco voltei à minha bela prática, porque o tédio tomou conta de mim e as Tardes da Júlia matam mais o meu ser que o Goucha. Descobri então que já existe sucessão para Kim jong-il na Coreia do Norte. Nem vou discutir toda a parte politica e dos direitos humanos referente a este país, porque seria só uma repetição de tudo o que toda a gente diz (mesmo a que não faz ideia do que fala).

O que achei insultuoso (sim, insultuoso) foi descobrir que o sucessor, filho do actual líder, tem 1200 cognomes só porque sim. Imaginam o que demora a arranjar uma boa alcunha para alguém? O quanto se tem que observar e prestar atenção aos momentos? Foi fácil chegar ao nome Morsa ou Bichaninho Fofo? Quantas pessoas tive eu que activamente maltratar para me chamarem de Elaine?

E agora este palhaço só porque vai ser um líder coreano já tem 1200 cognomes cada um melhor que o outro. É óbvio que muitos deles são para pura compensação, pois ninguém me convence que quem tem como cognome “Eterno seio do amor ardente” não sofre de uma perturbação qualquer sexual. Agora eu também queria ser o “Divino guardião do planeta” e a “Estrela polar do século XXI”.

Quanto custará derrubar um país e tornar-me o seu “amado” líder?

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Incompetência vs Ditadura



Eu costumo queixar-me que a maioria dos funcionários da função pública (sobretudo os políticos) é extremamente incompetente.
Também já disse muitas vezes que enquanto não se resolver o problema da corrupção, qualquer outra medida de reforma social ou legal é completamente inútil.

No entanto apercebi-me há pouco tempo que é exactamente a ganância e incompetência dos nossos governantes que nos garante que dificilmente cairemos num estado ditatorial ou totalitarista.

Uma ditadura dá muito trabalho a organizar. Custa dinheiro e tempo e recursos.

Porquê fazer uma ditadura quando é muito mais fácil simplesmente chegar ao governo, aproveitar a incompetência e desorganização gerais, e sem grande dificuldade roubar tudo o que se quiser?

Não vale a pena ser-se totalitarista! Isso só dá dores de cabeça.

Quando aparecem pessoas com mania de controlo e organização, que querem pôr ordem nisto tudo, é que surgem as ditaduras.

Portanto eu digo que venha a corrupção e a desorganização! Mais ainda!

Se já vimos que governantes honestos e liberais são impossíveis de acordo com as leis da física (assim como viajar mais depressa que a luz), então prefiro governantes gananciosos e incompetentes qualquer dia da semana, se a alternativa são governantes totalitaristas!
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