When the zombie apocalypse starts, go to the graveyard to play the best game of whack-a-mole ever!
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A Clockwork Orange
domingo, 28 de setembro de 2014
Viddy well, little brother. Viddy well!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
SUPER
Depois realizou algumas coisas que eu ainda não vi mas que supostamente são muito boas, como o Tromeo and Juliet e o Specials.
De certa forma é um filme de desconstrução do conceito de super-heróis, no qual um homem normal decide vestir um fato de super-herói e combater o crime, a lá Kick-Ass, com o qual tem muitas semelhanças.
Tem simultaneamente aspectos estilísticos de filme indie de baixo orçamento e de filme gore com baixo orçamento e com uma violência física muito, muito agressiva que provavelmente não é para toda a gente. E o filme tem todos os actores. O Kevin Bacon, a Liv Tyler, o Michael Rooker, até tem o Nathan Fillion FFS!
domingo, 14 de setembro de 2014
A História do Papão
Os seres humanos, o Homo Sapiens, existe e tem o aspecto que tem hoje desde há 200 000 (duzentos mil) anos. Éramos nós, humanos sem excepção.
E éramos caçadores-recolectores. E o que é que isto significava?
Significava que toda a nossa alimentação, aquilo que nos mantinha vivos, tinha de ser caçada ou recolhida na sua forma selvagem. Colhíamos bagas e frutos para comer quando estavam maduros, caçávamos gazelas ou bisontes ou mamutes quando eles migravam por perto, ou tínhamos nós de acompanhar a migração deles.
Era uma subsistência duvidosa, incerta, muito dependente de factores externos. E não morríamos sequer de maneira simpática, na caverna com os outros homens das cavernas. Provavelmente morríamos assim:
"AAAAAAAAAAH AHHHHHHH AHHHHHHHA AHHHHHHHH ESTOU A SER COMIDO VIVO!!!!! AHHHHAHAA ISTO DÓI IMENSO!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!"
Devia ser mais ou menos assim.
De qualquer modo, estávamos sempre à beira da fome e da morte.
Mas não dava muito trabalho. Caçavam um bisonte uma vez por mês e comiam-no até terem de ir caçar outro. E o resto do tempo? Provavelmente fornicavam muito, porque era a única maneira de contrabalançar a mortalidade enorme que sofriam. Ou faziam pinturas nas paredes quando se aborreciam, provavelmente.
E nós ficámos assim durante muito muito tempo, a viver desta maneira precária!
Foram precisos pelo menos uns 180 000 anos para que um dia, um desses humanos pré-históricos, se lembrasse de uma coisa melhor.
Imagino que tenha corrido mais ou menos assim.
HSEsperto: Mas se decidires prescindir dessas coisas e trabalhar muito, talvez em vez de andarmos sempre a morrer que nem tordos, possamos construir uma fonte renovável e confiável de comida com a qual podemos subsistir com mais segurança.
HSIdiota: Mas isso demora tanto tempo! E dá tanto trabalho! Eu prefiro correr o risco de morrer numa caçada selvagem todos os meses, do que sujeitar-me todos os dias a trabalho físico intenso, rigoroso e muito aborrecido! E tu já comeste essas plantas? Não sabem a nada! Prefiro carne de búfalo cozinhada nas brasas!
HSEsperto: Ouve... se estiveres disposto a parar de fornicar durante 5 minutos, podes ir lá fora, cavar uns buracos todos os dias, e os teus filhos e a tua tribo não correm o risco de morrer à fome de 15 em 15 dias.
HSIdiota: ... mas fornicar o dia todo!!!
HSEsperto: Ouve, estúpido, se tu não fores trabalhar no duro vão-te acontecer coisas más! Há um Papão, muito grande e muito poderoso! Que te faz mal, se tu não parares de fornicar e fores cavar buracos! BoooOOOO! Olha o Papão!!!
HSIdiota: mas como é que o Papão pode saber que eu estou sempre a fornicar?
HSEsperto: o Papão sabe tuuuudo! E vê tudo o que tu fazes!!! Eu sei porque ele disse-me! Portanto vá... cavar buracos...
Pela primeira vez tínhamos possessões em números grandes que podíamos comparar uns com os outros. Precisámos de números para contar o que tínhamos.
Pela primeira vez tivemos excedentes que podiam ser trocados por outros bens. Precisámos de letras para registar essas trocas.
Pouco tempo depois, há cerca de 6000 anos, a escrita e a roda são inventadas, algures na Mesopotâmia e na Suméria e a evolução tecnológica e científica começa a acelerar a uma velocidade que nunca diminuiu desde então.
Isto tudo porque uns avós nossos decidiram meter medo uns aos outros com histórias do Papão. "Aquela bola de fogo no céu? É um sinal de que o Papão não está satisfeito e tens de cavar mais buracos", "A gruta desabou e matou a tua família? O Papão estava zangado contigo porque tiveste pensamentos de que ele desaprova, tu sabes quais foram...", "Não queres trabalhar o dia todo? Olha que o Papão zanga-se!", "Achas que a vida devia ser mais do que cavar buracos? Depois de morreres, se cavares muitos muitos buracos, e fizeres sempre o que o Papão manda, tens tudo o que queres! Como é que aproveitas se estás morto? Olha que o Papão não gosta de perguntas dessas..."
E nós somos os descendentes directos destas pessoas. Somos os descendentes dos que decidiram um dia parar de vaguear, parar de fornicar o dia todo, prescindir de muitos prazeres, arregaçar as mangas e trabalhar no duro todos os dias à espera de recompensas futuras. Somos descendentes dos que tiveram medo e decidiram jogar pelo seguro, dos que foram crentes e aceitaram ser obedientes. E quanto mais o fossem mais sucesso tinham, mais sobreviviam, mais netos tinham. Somos o resultado de uma selecção social que dava vantagem à obediência e à crença.
Temos todos medo do Papão.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Os Beatles são a melhor banda de sempre
Não podemos todos simplesmente concordar que os Beatles são a melhor banda de sempre e pronto?
Vejam:
Os Radiohead são uma banda monótona e desinteressante!
É isso que acontece quando alguém tenta dizer mal dos Beatles.
Eu sei que estão a falar mas eu não estou a prestar atenção porque disseram mal de Beatles, e nesse caso que valor é que realmente pode ter o que quer que tenham para dizer?
Eu: os Beatles são a melhor banda de sempre!
Parvos: não, mas-
Eu: Melhor. Banda. De sempre!
Parvos: mas eles nunca-
Eu: em todos os aspectos! Não há nenhuma medida pela qual os Beatles não sejam a melhor banda de sempre!
Parvos: não, mas os Beatles-
Eu: Eleanor Rigby!!!
É mais ou menos o mesmo que dizer "Ah, eu acho que o Mozart não era assim tão bom quanto isso, e o Van Gogh também era sobrevalorizado e não percebo porque é que toda a gente gosta assim tanto de Bacon!"
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Fun at the doctor
If you convince the doctor, he will give you some pills, and a rest from work. He'll call it a ''psych leave''. Apparently you are now depressed.
You ask what does that mean. Well, it means you feel like shit most of the time! Let's pretend you hadn't noticed that yet, and focus on the more important aspect, which is, you convinced a doctor that you are depressed! That guy is your accomplice now! You are entitled to fuck with him a little. Arrogant prick! Thinks he knows everything. You are probably depressed because you had to park your crappy car next to his Aston Martin. And you had to pay him half of your salary! That didn't help either.
First things first. Throw those pills away, they suck. They don't do anything at all. Then, go home, and throw a huge party! Spend all your social security money on it! Invite all your friends, and dance all night!
The next day, throw an even bigger party, under the theme: ''Celebrating my depression money!'' Get a lot of prostitutes on this one, and do a lot of drugs. This is important. Are you taking notes?
After the party, burn down your house, while laughing hysterically.
This way you will be in the paper the next day. How grandiose! You are famous now!
And that way, the doctor can read in the paper about you! Let him question his training over breakfast. Bastard!
After that, steal the doctors Aston Martin and drive it like the wind! Against a wall. Remember to dress flashy! Oh, and to get out of the car before the crash. You are crazy. Not stupid. It's not a fine line.
At some point, the competent authorities will come and take your social security money away. When that happens, go back to the doctor. He's your accomplice, tell him you need more money, or you will go to the police, and divulge your little ''ruse''. Use shady language, and threaten the fucker. Treat him like shit. Smack him in the head, like he's a schmuck. They are used to that.
Eventually, he will start to get hostile. If not, open his spatule box, and french kiss all his spatules. Fuck him. When he gets really pissed, tell him you are jesus christ, his lord and savior, and you will transform his body into solid gold, with the magic touch of your cock!
Answer his questions, until he tells you, with a heavy heart, that you are bipolar. And them the real fun can begin! You are now legally insane! And if you are worried about being forcefully committed for the rest of your days, rest easy, that was in the old days! Now, they want you on their wards, like they want you to shove their stethoscope in your arse, asking if they can hear the farts you are going to pass tomorrow! You'll be in the hospital a couple months, tops, and asleep most of the time.
After that, it's easy street, living on the government tit, whenever you want, for the rest of your life, you burden of the state!
sábado, 6 de setembro de 2014
Porcos de Corrida
This might be the absolute truth. Or maybe the music, the poor lighting in the night club, the third gin and tonic and my loneliness, for some reason all kicked in at once. Well, for the desired effect, is of little importance.
She notices me, staring, but her expression remains unchanged. Perhaps a nanosecond blink of the eyes, a second of a shy look at the floor.... Perhaps i want my staring to have some impact on her.... Perhaps she notices the stare of the guy next to me.
Perhaps i'm overanalyzing it. This is not my habitat. I've drowned in this waters many times, choked by the ecstasy in the tides of the crowd, turned into a storm by the violent rising metal beat of the bass.
The flashes of lighting, the thunder in the 'music', the drunken tidal waves of the sweaty, blurry, human mass, transform the scenery in a frame-by-frame utter bedlam.
She looks like a tropical island in the midst of this, with the bright shine in her eyes, and the little umbrella in her orange sunrise drink.
I'm old... Lately my ego has been increasingly rejection resistant. I intentionally mistake that for confidence. For the desired effect, it is of little importance.
I move.
I can't dance, I don't know any good pick up lines. I can't adjust my voice to scream at someone's ear, above the roar of the 'music', and below tympanic rupture volume. I can't read the frame-by-frame club body language. I don't know what i'm going to say.
My odds dismay even the most optimistic gambler. But i move. I'll run the track, behind everybody, if need be.
Because i'm a race pig.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
The Grand Budapest Hotel
As simetrias perfeitas, as grandes angulares, as composições invulgares das cenas.
Em todas as coisas a atenção ao detalhe é assombrosa.
No seu filme mais recente, o The Grand Budapest Hotel, não pude deixar de reparar no seguinte.
é um filme sobre frames
Ou seja...
a narrativa está framed/emoldurada
começa com uma jovem num país de leste a ir visitar o busto de um herói nacional, que numa entrevista conta uma história, uma história de como quando era novo encontrou o dono do famoso Grand Budapest Hotel, o dono do Grand Budapest Hotel conta a história da narrativa propriamente dita, e no fim do filme a narrativa propriamente dita é terminada pelo dono do GBH, comentada pelo escritor jovem, concluída pelo escritor velho no fim da entrevista, e depois a jovem afasta-se do seu busto.
o filme muda constantemente o seu aspect/ratio, ou seja, o frame/moldura da imagem
As mudanças narrativas são pontuadas com mudanças subtis de um formato de 16:9 para um de 6:4
a história é sobre um retrato numa moldura/frame
A narrativa centra-se à volta de um retrato que foi roubado
e sobre uma personagem que está a ser tramada/framed por um crime que não cometeu
...
Portanto isto tudo só para chamar a atenção ao facto de que o Wes Anderson é um dos génios mais sub-apreciados do cinema actualmente.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Vai dar Banho ao Cão
Qual é a relação entre as duas coisas?
Porque é que gastar 50 litros de água, e apanhar uma pneumonia ajuda os outros doentes? É uma mostra de solidariedade? É promessa que vão ocupar a cama de hospital ao lado do desgraçado com esclerose lateral? É por serem famosos? E o parvalhão do meu vizinho, para que é que eu ando no facebook, a ver o video dele a tomar banhos gelados?
É capaz de ajudar num sentido: a mulher dele não quer nada com ele há algum tempo, e dizem que os banhos gelados acabam com o tesão de mijo à velocidade da luz. (peço desculpa pela falta de nível)
Se eu fosse famoso e quisesse ajudar, dava era um banho a um doente com esclerose lateral, que o desgraçado não se consegue mexer, quanto mais esfregar as costas. Ou então pagava a uma enfermeira atraente para lhe dar um banho de esponja.
Isso é que ajuda um gajo! Perguntem aos doentes com esclerose lateral!
Eu proponho o desafio de tirar macacos do nariz e colá-los nas sobrancelhas, para ajudar os doentes com queda de cabelo. Nomeio o Ronaldo, o Ministro da Saúde, e uma gaja boa que vi numa novela ontem, que agora não me recordo do nome. Força gaja boa!
Ursos.
domingo, 31 de agosto de 2014
Strawberry Fields Forever
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Lego Movie
>>CUIDADO: HÁ SPOILERS<<
A premissa da narrativa é de que esta é a aventura imaginada de uma criança de oito anos e meio que está a brincar com os seus legos. Lembram-se de como a sequência de acção no início do Toy Story 3 é realmente uma interpretação das aventuras que a criança imagina no início do Toy Story 1? Toda a narrativa do Lego Movie é também a interpretação de uma aventura imaginada por uma criança. Mas está tão bem escrita e assume a sua infantilidade de forma tão aberta, que se poderia perdoar ao espectador não notar isso.
A narrativa consegue criar uma crítica a uma sociedade que está cada vez mais normalizada e conformada consigo mesma, na qual toda a gente se rege pelas mesmas instruções e toda a gente gosta das mesmas coisas que as corporações nos mandam gostar, e as pessoas que não se enquadram com isto são de alguma forma postas de lado. É uma história acerca do conflito incessante entre ter uma individualidade própria que seja um reflexo das ideias e convicções e personalidade de cada um e a pressão tremenda para ninguém se desviar muito da norma, porque quando isso acontece o Papão zanga-se.
Mas também uma história que tem como tema central a auto-estima e o auto-valor. Pode parecer cheesy e demasiado feito, mas todos os filmes são sobre o under-dog e sobre como o under-dog vence todas as adversidades e dificuldades para vir salvar o dia.
Todos nós nos identificamos com o under-dog, todos nós SOMOS o under-dog das nossas histórias pessoais, e esta história é sobre o under-dog mais underdog de todos.
A personagem central do Emmet é aquela que é mais genérica, os outros ainda têm salsichas grandes ou patilhas ou gatos, mas o Emmet não tem nada que o distinga.
Ele esforça-se imenso por seguir as instruções sociais, e as normas e convenções do mundo à sua volta, porque foi assim que lhe ensinaram que devia ser, porque lhe disseram que se fizesse isso, ia ter amigos e ser aceite e ser gostado pelas outras pessoas.
Mas descobre que fez isso tão bem tão bem, que se tornou absolutamente genérico e indistinguível de toda a gente. Tanto que ninguém repara nele, que ele se tornou absolutamente secundário na vida de toda a gente e que ninguém realmente se importa com ele o suficiente para sequer se lembrar claramente dele.
E isto é um medo tão transversal a todas as pessoas. É um medo muito fundamental, muito primário, de que se fala pouco, mas é absolutamente central à construção da personalidade de qualquer pessoa. Todos nós precisamos de sentir que somos especiais e únicos de alguma forma, mas não só a sociedade nos pressiona a gostarmos todos das mesmas coisas, como nos diz que ser demasiado diferente é mau, e deixa-nos sozinhos a tentar perceber o que é que significa realmente "demasiado diferente". Por medo tendemos a pecar por excesso de precaução, e escondemos o que nos torna únicos, correndo a consequência de deixar de ter o que quer que seja que nos torne especiais.
E não há coisa mais importante para uma criança do que sentir que é especial.
A narrativa do Lego Movie é exposta pela perspectiva de uma criança. E aquilo que as personagens dizem acerca do The Special, uma figura messiânica que vem salvar o mundo da conformidade forçada, é que ele é a pessoa mais criativa, mais interessante, mais importante e melhor do mundo.
Que parece, e é, o discurso interno algo infantil de uma criança. É a fantasia de qualquer criança sentir-se dessa maneira. Ver os seus amigos e as pessoas que gostam dele a pensarem e a dizerem isso dele. É uma fantasia que a criança quer sentir e ambiciona imenso experienciar, mas que já sabe que é rara na vida, e então arranja um bonequinho de lego, o mais genérico e desinteressante de todos, para se representar a si mesmo, e cria-he uma aventura fabulosa na qual o bonequinho se transforma naquilo que a criança gostaria de ter para si mesma.
Mas a verdade é que este diálogo interno de "eu sou bom, eu sou importante, eu sou interessante, eu tenho valor, eu não sou menos que os outros" é o diálogo interno que cada um de nós, no seu íntimo, tem de fazer obrigatoriamente todos os dias para não entrar em depressão!
Quais fantasias sexuais e fetiches estranhos, é muito mais fácil uma pessoa admitir que tem esses do que admitir que o que gostava mesmo era que os amigos achassem genuinamente que ela era mesmo uma pessoa muito muito porreira e interessante.
Portanto o Filme Lego é uma história sobre esses medos muito primários que subsistem em nós, adultos, sobre a forma como são experienciados por uma criança, e a maneira como essa criança sublima esses medos na pele de um bonequinho lego para quem imagina uma aventura que comprova a esse bonequinho todas as coisas que a criança gostaria de ver comprovadas em si.
E como é uma coisa apresentada de forma infantil, para crianças, para nós adultos é mais fácil vê-la e aceitá-la. Se a mesma história fosse contada de forma diferente, acerca de um adulto de 30 e tal anos num emprego mediano, seria uma lição demasiado próxima, demasiado reveladora e difícil de engolir.
Mas como é com uma criança está tudo bem. Posso ver a história, aceitá-la, sentir-me bem comigo mesmo e ainda assim dizer a mim mesmo que na realidade não tenho aqueles medos todos, que não sou assim tão frágil. A própria história fornece as ferramentas para podermos sentir-nos bem com ela e ainda assim protegermos o nosso próprio ego.
E é isto que acontece à figura do Pai, no fim do filme, que através do que percebe que o filho está a sentir, vê em si mesmo os seus erros, sem ter de os admitir abertamente, e por causa disso redime-se e muda os seus hábitos, aumentanto a sua felicidade e a do seu filho.
E faz isto tudo usando exclusivamente peças de lego animadas por computador, num filme maravilhosamente bonito, divertido e engraçado.
Com peças de Lego, porque as crianças brincam com peças de Lego, porque as peças de lego permitem fazer tudo o que se queira, sem limites para além dos da imaginação.
E é por isto que o Lego Movie é tão bom.
E depois podemos comprar isto...
...i have the weirdest boner right now...
sábado, 16 de agosto de 2014
Guardians of the Galaxy - or - The Avengers in SPAAACE
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Robin Williams, 1951-2014
Não vou falar do suicídio ou da doença mental.
Toda a gente tem falado do Good Will Hunting, e do Dead Poet's Society, e do Hook, e do Mrs. Doubtfire, que são sem dúvida excelentes filmes, possivelmente os melhroes filmes dele.
Vou falar de filmes dele que correm o risco de serem esquecidos:
Popeye (1980)
Um filme tolo e divertido, estranhamente bom, precursor dos filmes de aventuras para jovens que saíriam na década de 80, com a Shelley Duvall.
The World According to Garp (1982)
Uma comédia negra, com uma história muito estranha sobre um tipo desenquadrado a tentar ter uma vida nromal, cheia de personagens secundárias bizarras, entre elas a Glenn Close e o John Lithgow.
Awakenings (1990)
Um filme dramático, profundamente triste, sobre um neurologista que descobre que doentes catatónicos podem melhoar, com uma das interpretações mais discretas do Robin Williams, e uma das melhores do Robert DeNiro.
The Fisher King (1991)
Simultâneamente um dos melhores filmes do Robin Williams, do Jeff Bridges e do Terry Gilliam. Uma história sobre Mito Arturiano, doença mental e amor.
Toys (1992)
Este filme dominou a minha infância. Sobre o dono de uma fábrica de brinquedos que não quer deixar corromper o seu sonho. Um dos filmes com a imagética mais bonita e criativa de sempre.
Um filme de espionagem com o Bob Hoskins, a Patricia Arquette, o Gérard Depardieu, um Christian Bale muito novinho, e o Robin Williams a fazer uma personagem secundária absolutamente intensa e arrepiante.
Definitivamente a interpretação mais assustadora do Robin Williams.
Uma comédia negra sobre as guerras dos programas para crianças, com o Edward Norton e um, nessa altura, principiante Jon Stewart.
Um thriller de Christopher Nolan, com o Robin Williams numa das suas interpretações mais assustadoras, com o Al Pacino e a Hillary Swank.
Não é tudo, há mais filmes muito bons dele... só achei que era uma pena as pessoas não conhecerem estes.
Bonus:
domingo, 10 de agosto de 2014
Animus Vox - The Glitch Mob
Cheguei a estes gajos, os Glitch Mob, começando na banda sonora do Blade Runner, para a banda sonora do Deus Ex, para a banda sonora do Tron, para a banda sonora do Portal 2.
E já agora, porque descobri que era possível fazer isto, uma playlist de música Cyberpunk.
sábado, 9 de agosto de 2014
MCU & comentários ao Guardians of the Galaxy
terça-feira, 5 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Guerra dos Livros
Mas eu sou um snob pretensioso e sei reconhecer snobice pretensiosa quando a ouço e isso são tretas snobs e pretensiosas, portanto calem-se.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Dos benefícios inesperados de vestir um pijama horroroso
Fui hoje operado. Não se preocupem as minhas legiões de fãs, estou bem, de tal maneira que estou de perna cruzada na minha cama de hospital a escrever acerca do assunto.
Nota: a melhor maneira de convencerem os enfermeiros e os médicos de que estão bem e que vos devem dar alta é estar de pernas cruzadas na cama durante a visita.
Valorizo sempre imenso qualquer oportunidade de experienciar o Serviço Nacional de Saúde, ou qualquer serviço de saúde, porque é sempre fácil perder a perspectiva das coisas.
Tive uma experiência engraçada, e que não foi partirem ossos dentro da minha cabeça. Foi o seguinte:
Muitas vezes ouço ou leio acerca da despersonalização ou desumanização que acontece dos doentes nos hospitais.
Quando me despi completamente, vesti aquele pijama horroroso de hospital e me sentei numa cadeira de rodas com um saco de soro ao colo e fui arrastado corredor fora, consegui perceber bem essa despersonalização. Estava vulnerabilizado, nem a dignidade de andar pelo meu próprio pé me restava.
Não sabia bem o que dizer à enfermeira, que estava a tentar ser simpática. Senti-me particularmente embaraçado quando entrámos para o elevador apinhado de gente, e a cadeira de rodas em que eu estava ficou numa posição estranha, desconfortável para as outras pessoas. Senti vontade de lhes pedir desculpa.
Mas depois, e porque tenho o benefício da perspectiva, lembrei-me de uma coisa muito importante: eu era subitamente um doente!
Tinha um pijama horroroso e uma cadeira de rodas para prová-lo!
E os doentes ficam imediatamente despersonalizados e desumanizados!
Portanto que é que eu tinha para me preocupar?
A enfermeira não queria que eu lhe dissesse nada de especial. O dia dela ia correr tanto melhor quanto menos comentários e conversa da treta eu fizesse. O melhor que eu lhe podia fazer era ser um doente inexigente, silencioso e cordial.
As pessoas olhavam para mim e ignoravam-me ou, na pior das hipóteses, tinham pena. Eu estava desumanizado, era completamente invisível.
O meu embaraço e ansiedade social desvaneceram-se tão rapidamente como tinham surgido.
Depois drogaram-me e deram-me umas marteladas dentro da cabeça, mas se falarem com as pessoas certas eu provavelmente estava a merecê-las.



