Pataniscas Satânicas

Pataniscas Satânicas

domingo, 15 de novembro de 2015

Sometimes when you fall... - Part V

Herb scented smoke.

He inhales deeply of the sacred herb. He keeps a pouch of it with him always, as well as his sculpted sea-shell pipe. He holds in the smoke in and feels a wave of joy rush out from his lungs and through his mind. Thoughts become fluid.

He buries his toes in the warm sand, feeling the setting sun wash over him like a blanket. He adjusts his blue robes around his waist, and the straps around his shoulders.


The elder speaks.

He follows the old turtle, with the holy face carved on its shell along the white sanded beach. His search for guidance has not been in vain.

The message enters his mind not as sounds but as images. The elder speaks of the past, and the future. He speaks of little things of tremendous brilliance, and of big things with subtle effects. He speaks of the coming darkness.

The turtle slips back into the surf and he is left on the sand, trying to piece together all that he was told, holding on to the fleeting thoughts before they become lost forever.

He uses his old swordspear as a cane, and the mystical runes carved into the ironwood glow. 

He will need to inform the Council. He will travel to the Monastery tonight, and as the children sing the hymns of longing, and as they eat a plentiful meal of raw fish wrapped in seaweed and vinegared rice, basking in red lamp-light, he will tell them of the preparations they’ve been instructed to make.


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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sobre Arte

A definição de é que mais gosto de Arte é aquela que diz que a Arte é algo que comunica uma emoção específica.

O objectivo da arte é criar uma emoção específica na pessoa que a experiencia. Essa emoção será tanto mais específica ou claramente predeterminada quanto melhor for o artista.
Pode ser uma emoção simples e directa, como raiva ou amor transmitidas por uma pintura poderosa, pode ser algo tão complexo como a sequência específica de emoções de excitação, antecipação, suspense, desilusão, medo que estão presentes na narrativa de um livro ou de um filme, ou até numa composição musical.

O meio artístico é importante, a técnica artística também, e podem ser analisados até ao fim dos tempos, mas o que mais importa e o que define a arte é esse produto final da emoção no espectador.

De acordo com esta lógica, a mais flagrante marca de falhanço numa peça de arte é a indiferença do espectador perante a mesma.

Quando alguém olha para um objecto de arte e fica simplesmente a pensar "Meh", então algo falhou. Também pode acontecer que o espectador seja o errado para aquela arte específica, ou que não tenha as suas sensibilidades desenvolvidas.

A arte acompanha-nos desde sempre. A apreciação estética e artística de objectos já existia em pequenas conchas de caracol esculpidas em cavernas sul-africanas há 75 000 anos, e recipientes provavelmente usados para conter tintas com 100 000 anos foram encontrados.


Na Babilónia, um dos berços da civilização, há 4300 anos, eles andavam a imaginar e a esculpir esfinges, que punham à entrada dos templos!
Imaginem, por momentos, que tipo de cultura é que evolui ao ponto de inventar uma coisa tão específica como uma criatura meio leão, meio águia, meio humano, que é inescrutavelmente inteligente e que se diverte a inventar adivinhas para testar as pessoas, e as que não acertarem são comidas.


É inegável o impacto emocional, inescapável e incontornável da Nona Sinfonia do Beethoven


Ou esse génio, brilhante, divinamente inspirado, que foi o Bach, que, lendariamente, compôs a Oferenda Musical de improviso, para impressionar o imperador, e que é quase inatingível na sua complexidade e beleza.


Recentemente, em 2008, um artista achou que a melhor obra de arte que podia fazer era encontrar capas de jornal do New York Post que tivessem a cara do Saddam Hussein, masturbar-se para cima delas, cobrindo-as com o seu esperma, e sobre as quais espalhou depois glitter colorido, criando um padrão interessante quando secasse.
Sim, isto aconteceu.


Inegavelmente é arte. Relutantemente.

Cria uma emoção específica. Pode ser uma emoção de confusão e nojo, mas não obstante, uma emoção. E suficientemente forte para eu não me esquecer disto, anos depois de ter sabido que existia. É essa a sua medida de sucesso.


Recentemente estava no Barreiro (God knows why...) e deparei-me com arte.

Numa parede, em letras grandes, escritas com uma lata de spray branco, e demonstrando alguma displicência técnica, favorecendo um estilo informal, estava o seguinte:

"Quero cona branca"

Foi uma frase que me impressionou. Não só pela sua coragem despudorada, mas pela profundidade da sua mensagem. 

É a mensagem de alguém que sabe o que quer e não tem medo de o anunciar ao mundo! 

Mensagem essa, aliás, da qual eu nem discordo, estritamente falando. A um nível muito básico, eu e esta pessoa queremos a mesma coisa. 

Depois de ter feito estas reflexões todas e sentido estas emoções todas (entre as quais a repulsa era a mais importante) decidi sair rapidamente daquele bairro, e nem sequer foi só por estar no Barreiro.

Eu não fiquei indiferente àquele fulgurante exemplo de escrita urbana. Pelo contrário, marcou-me de uma forma forte, tendo elicitado um conjunto de emoções específicas que eu não costumo sentir. 
Não foram necessariamente emoções agradáveis! Mas foram fortes o suficiente para eu estar a escrever sobre elas. 

É arte, de acordo com todos os preceitos que já estive onanisticamente a explanar.

Portanto façam sempre um esforço por procurar a arte escondida onde menos a esperam, mesmo que estejam no Barreiro.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tunes with Tangerine - laughing and not being normal



laughing and not being normal, Grimes

Chosen by Tangerine.

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domingo, 8 de novembro de 2015

Sometimes when you fall... - Part IV

He talks to the client in front of him, and suddenly realizes it is not the same one he was talking to seconds ago. His mind wandered off again, and he has no idea what this person in front of him is getting so agitated about. Something important, surely, but what? He wonders if he can piece it together without asking the client to repeat himself.

They’re all the same, even though they’re not. They all have the same complaints, the same questions and attitude after a while. They blend into each other in an endless procession of faces and requests, none very different from the other.

And yet he doesn’t feel any more relaxed, always afraid he’s going to fail at something. He couldn’t tell you what, if you asked him. But something.


He constantly feels like he’s just hanging on to the threads of his life to prevent it from unraveling. Always just barely making deadlines, constantly being reminded quite by accident of very important things he should be doing. He constantly feels like he’s missing something crucial, and that it will be his undoing.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Ciência do Toque da Morte

Dentro do top 5 das coisas fixes que nós gostávamos que fossem verdadeiras e reprodutíveis, está  o toque da morte, ou o ''five point palm exploding heart technique''.

(eu sei, isto é outro filme)

A ideia de que é possível fazer alguém falecer, com apenas um golpe, ou combinação de golpes, desferido à velocidade de um relâmpago, enquanto se guincha sons nasalados para dar efeito dramático, suponho.

Em teoria, um monge shaolin, ou uma loira que gosta de espadas japonesas sobe à montanha, e fica em retiro durante meses, a treinar com um lendário e exigente mestre, que gosta de carapaus.  O mestre diz coisas vagas e profundas, ao início provocadoras e escarnece do aprendiz enquanto este luta contra um boneco de madeira, ou se equilibra só com um pé em cima de troncos de árvore cortados. Ao fim de muito tentar, e quando está quase a desistir, o mestre toca na sensibilidade do aprendiz e permite-lhe ver o que esteve sempre à sua frente.


Que normalmente é uma treta puxada do rabo da psicologia positiva.
E o aprendiz, mais maduro depois de muito penar, está agora apto a desempenhar melhor uma arte milenar, tornada obsoleta por essa maravilha moderna da tecnologia que é o pau afiado.

O que vocês provavelmente não sabiam, é que o toque da morte não só é possível, como é cientificamente possível! O melhor tipo de possível! Como ficará totalmente demonstrado, depois de meia dúzia de palavrões científicos complicados em latim, e duas ou três referências à Wikipedia e ao Medscape. Isso chega, certo?

Chama-se Commotio Cordis. Um trauma seco, aplicado sobre o coração, pode matar. Caso a pancada aconteça durante a chamada ''primeira fase da repolarização ventricular'', ou a ''fase ascendente da onda T'', no electrocardiograma.


É uma janela temporal de apenas 20 milisegundos, e exige uma pancada de 50 joules no mínimo, mas é uma causa de morte súbita reconhecida em desportos que incluam projécteis, como o hóquei ou o baseball. 
O nosso aprendiz pode de facto aprender o toque da morte! Tem é que fazer um electrocardiograma à vítima, e aproveitar bem aqueles 20 milisegundos. O que pode ser pouco conveniente.

Claro que pode também tentar dar meia dúzia de murros ao outro, e por sorte acertar aleatoriamente no momento certo. Mas isso é estúpido.


É estúpido, ao contrário de tudo o que este post descreve, que são ideias muuuuito bem ponderadas....

Paradoxalmente, é também verdade cristalina que umas murraças-parte-costelas, podem constituir um tratamento médico convencional, usado nos melhores hospitais. Claro que os médicos não lhes chamam murraças-parte-costelas. Chamam-lhe ''murro precordial''. Ah, mas que bem! Um murro cordial! Quase que parece um cumprimento formal, mas a um senhor que, para todos os efeitos, está pré-falecido.



É usado em doentes em fibrilhação ventricular, monitorizado, quando não há desfibrilhador (ou seja, quase nunca, até porque a taxa de sucesso do murro precordial é baixíssima).

NO! NO! LIVE! LIVE! LIVE, GODDAMMIT!!!!! (O murro dado no lado esquerdo é ligeiramente mais eficaz...)

Quem é que disse que a violência não resolve nada?

Acaba por ser divertido, isto de fazer parar e recomeçar o batimento cardíaco aos murros. É como a amnésia. É sabedoria médica convencional que, se levarmos um porradão na cabeça, perdemos a memória. E depois só a recuperamos se levarmos outro porradão na cabeça.
Vi nos filmes, portanto deve ser verdade. Daí a importância de levar sempre porradões na cabeça em número par, para prevenir a amnésia. O mesmo acontece com porradões no peito, que param o coração. Science!


Se és uma criança a ler isto, por favor pergunta aos teus pais se seguir as orientações deste blog é boa ideia. Se eles disserem que sim, confirma com estes senhores: apav.sede@apav.pt


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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Advogado do Papão

O que é que o Papão alguma vez fez por nós?

Vamos descobrir.


Já falámos várias vezes acerca do Papão neste blog. É um dos nossos temas preferidos.
Não é difícil perceber que não somos fãs do Papão.

É razoável afirmar que o Papão anda a chatear-nos a todos há muito tempo.

Mesmo hoje, quando temos tanta internet com tanta pornografia e outras coisas divertidas para fazer, anda por aí o papão a dizer "Nãooo... não se toquem tanto".

Quando penso que posso descansar um bocadinho, relaxar e escrever coisas parvas no blog, lá vem o papão espreitar por cima do meu ombro para ver se eu estou a trabalhar o suficiente.

Ele vem e diz-me "Olha, agora tens de passar mais 3 meses a contar feijões".

"Mas passar 3 meses a contar feijões é uma grande perda de tempo e não beneficia ninguém!" replico eu, de forma razoável.

"Bem, o objectivo não é realmente esse, pois não?" diz o Papão, ao mesmo tempo que cria complexos de culpa e crenças de obrigação e dever em crianças da primária.

E eu passo 3 meses a contar feijões, porque não se ganha contra o Papão.


Não deixa de ser curiosa esta fixação por contar feijões porque essas são exactamente as duas coisas mais importantes que o Papão nos deu.

Primeiro o Papão convenceu uma data de homens das cavernas caçadores recolectores a pararem quietos num lugar durante tempo suficiente para plantarem coisas e fazerem crescer feijões.

O medo da fome e o desejo de segurança levaram os nossos antepassados a abandonar o nomadismo e a caça para se focarem no trabalho árduo, repetitivo e aborrecido da agricultura.


A segunda coisa, imediatamente decorrente da primeira, foi a invenção da escrita.
Já que tínhamos feito crescer tantos feijões, agora não os íamos perder! E para não os perder tínhamos de saber quantos tínhamos, e para isso tínhamos de inventar números e escrevê-los numa pedra.

Foi o início da escrita.

Inscrições Sumérias, 2600 AC
E pronto, as duas coisas mais importantes para a civilização humana como a conhecemos.
A agricultura e a escrita.

Só para relembrar, fomos humanos durante cerca de 190 000 anos até que estas duas coisas se desenvolvessem.

Quando a agricultura e a escrita foram dominadas, as civilizações começaram a crescer por todo o lado como cogumelos.


Não vamos discutir agora se foi uma boa ideia ou não, mas podemos definitivamente concordar que é infinitamente mais confortável.

Mas houve outra coisa extremamente importante que o Papão deu às pessoas que decidiram obedecer ao Papão: protecção de todas as outras pessoas que decidiram não obedecer ao Papão.

Pensavam que toda a gente decidiu obedecer ao Papão? Se nem hoje gostamos de obedecer ao Papão, na altura isso era uma ideia ainda mais complicada de aceitar.

Portanto todas as pessoas que acharam que ficar paradas e fazer crescer feijões e depois contá-los não era para elas, continuaram simplesmente a ser nómadas.

E do que é que tribos nómadas habituadas a caçar gostam mais?

Ora, de pessoas que se juntam quietinhas num lugar a acumular recursos.


Foram os Povos do Mar para os Egípcios,

Os Arameus, os Suteus e os Caldeus para a Babilónia.

Uma lista infindável de tribos germânicas deitaram abaixo o Império Romano.

E quem é que se pode esquecer dos Mongóis e dos seus tsunamis de destruição e pilhagem.

Mongóis a matarem Polacos aos montes, 1241
Não é que as tribos nómadas tenham alguma coisa de pessoal contra a civilização, é só que as civilizações são presas tão fáceis.

É uma relação normal de predador e presa.
Os bisontes ficam quietinhos num lugar a comer e a engordar, e depois vêm os leões e comem-nos.

Só que os nossos antepassados tinham o Papão do lado deles.

É óbvio quem é que ganhou esse conflito.

Ciganos a serem expulsos de um acampamento, em França
Os nómadas continuam por aí.

Continuam a tentar predar as civilizações, e a conseguir fazê-lo com relativo sucesso. Mas nada como antes.
O Papão tornou-se demasiado poderoso, demasiado organizado. Trata-os como parasitas e ressente-se do seu nomadismo e da sua rejeição das regras.

São muito menos, apenas 30-40 milhões, e são na maior parte das vezes relegados para as franjas da sociedade. Têm dificuldade em integrar-se.

Nós somos descendentes dos que decidiram obedecer ao Papão. Eles ainda não se convenceram que a isso seja uma boa ideia.

Há vantagens e desvantagens de obedecer ao Papão.

Por um lado temos a segurança e conforto da civilização, por outro lado eu tenho de passar 3 meses a contar feijões.

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domingo, 1 de novembro de 2015

Sometimes when you fall... - Part III

Bone dry wind

He stands in the middle of the street, and tries to protect his neck from the biting gusts with his makeshift poncho, and yet his right hand never strays far from the holster.

The street is quiet now. No carriages, no hammerfalls from the blacksmith, no sound from the saloon.

Slowly, three figures walk up to the middle of the road, a few dozen yards away from him. One of them is slightly round around the edges, the other thin as a wire and with an evil twitch in the mouth, the third wears a black coat, and a black hat. 
They stand side by side, the black hat in the middle.

The folks in town had asked for his help. No one else they could ask. He had walked countless miles to get here, and he had countless more ahead of him. But he was honour-bound by the old code into helping as he could. So he did.

The strangers had shown up months ago, brought an ill wind and ill omens with them. Devil-dancers, the people called them, when they started killing. 
Now here they stood.


He cleared his mind and readied his hand. It would all be over in a matter of seconds.


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sábado, 31 de outubro de 2015

Tunes with Tangerine - Flesh without Blood/Life in the Vivid Dream


Flesh without Blood/Life in the Vivid Dream, Grimes

Chosen by Tangerine.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Parabéns ao Careca que manda bocas!

As Pataniscas não fazem artigos sobre políticos. Porque é vulgar, e vamos dizer, aborrecido. Mas este senhor (não é um homem, é um senhor!), merece uma curta menção honrosa. Porque acho que há algum valor nas intervenções que faz. Em termos de entretenimento.



O Dr Fernando Leal da Costa. O nosso secretário de estado-comediante preferido, recentemente promovido a Ministro da Saúde.

Saltando para a ribalta nacional a gozar com a TVI, depois de uma reportagem em que se mostravam as condições deploráveis em algumas Urgências Hospitalares Portuguesas, o Dr Leal da Costa respondeu com elegância:

''O que nós vimos foram pessoas bem instaladas!''

''É uma reportagem que só vem confirmar a opinião que eu tenho, que os serviços de urgência em Portugal funcionam muito bem, apesar dos picos de afluência, como nós já sabíamos!''

''Os testemunhos dos médicos que eu ouvi, com o devido respeito (...), são reputados e reconhecidos militantes do Partido Comunista e da oposição.''

Há de facto, uma cabala negra contra o governo, para denegrir a imagem das urgências portuguesas. É uma cabala protagonizada pelo ministério da saúde, através de subfinanciamento, mas pronto...

Ficamos também a saber porque é que o governo não cumpriu a promessa de dar um médico de família a todos os portugueses. Basicamente, é porque os médicos reformados não querem trabalhar, e porque os médicos jovens, passam muito tempo em formação.

Assim, numa notícia que passou mais ou menos despercebida, o Dr Leal da Costa voltou a metralhar bojardas, em todas as direcções:

''A formação dos médicos em Portugal é demasiadamente longa.'' (Também me chateia quando os cirurgiões passam muito tempo a lavar as mãos antes das cirurgias.)

''Gostaríamos de ter condições para formar mais médicos.''(Mas criar essas condições é responsabilidade do governo do Botswana, infelizmente...)

''É natural, lógico e desejável, que desde que tenham qualidade, possam vir a aparecer também faculdades de Medicina no Privado.''(Claro! Mas que boa ideia! Há anos que o ensino superior privado dá cartas em Portugal. Perguntem ao Sócrates e ao Relvas!)


Outros êxitos deste senhor:

''A possibilidade dos enfermeiros receitarem medicamentos, e exames complementares de diagnóstico, deve ser estudada sem qualquer limitação.''

(Genial! E porque não os administrativos a fazer pensos?)

“Não basta cobrar impostos, e que é necessário que os cidadãos comecem a ter uma atitude de prevenção de doenças para que não precisem tanto dos serviços de saúde.''

(É uma chatice quando os nossos maus hábitos nos fazem gastar dinheiro em tratamentos. Se ao menos tratar o cancro do pulmão fosse barato! Ia já comprar 2 maços...)

De resto, este senhor anda a granjear amigos em todos os sectores desde há muito tempo!


Vistas na internet:










E agora a melhor parte. O cabelo dele visto de perfil!



Como um zeppelin (ministeriável!) a atravessar uma nuvem. Lindíssimo. Super fashion



Parabéns ao careca que manda bocas! Um mandato curto para ele!
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Constantinopla (não Istanbul)

Há lugares destinados a serem cidades.

Quase sempre ao pé do mar ou de um rio, frequentemente lugares férteis, habitualmente com ligações a rotas comerciais importantes, muitas vezes em localizações fáceis de defender.

A cidade grega de Bizâncio era tudo isso ao mesmo tempo.

Para começar estava localizada na foz do Corno de Ouro, um estuário de vários rios e um espaçoso porto, e no clima ameno do Mar Mediterrâneo.

Mais importante que isso, Bizâncio estava localizado na abertura Sul do Bósforo que é o canal mais estreito do mundo usado para comércio internacional, com cerca de 30km de comprimento, que consegue a proeza de não só ligar o Mar Negro ao Mediterrâneo, também é o ponto de passagem mais fácil entre a Europa e a Ásia.


Provavelmente por esses motivos todos, e porque Roma estava cheia de políticos corruptos, longe dos exércitos e demasiado próximo dos bárbaros vindos do norte, o imperador romano Constantino I decide que Bizâncio seria o lugar excelente para a nova capital do Império Romano.

Constantino I estava a planear a oficialização do Cristianismo como religião oficial do Império Romano, e para isso precisava de uma nova capital onde pudesse começar de novo.

Em 324 AD Constantino funda Nova Roma no local da antiga cidade de Bizâncio, ordenando a construção de uma cidade com arquitectura abertamente cristã, com igrejas dentro das muralhas da cidade e, mais importante que tudo isso, sem templos a outros deuses.

A cidade dura 6 anos a ser construída, e é consagrada em 330 AD com o nome Constantinopla, em honra do seu fundador.

O mapa mais antigo de Constantinopla, de 1422 AD
Em 395 AD, depois da morte do Imperador Teodósio I, o Império Romano é dividido em dois, o Império Romano Ocidental, que fica para o seu filho Honório, e o Império Romano Oriental que fica para o seu filho Arcadius.

Divisão do Império Romano após a morte de Teodósio I em 395
Nas décadas que se seguem, as constantes invasões dos bárbaros do norte, a má gestão económica e uma sucessão de líderes corruptos enfraquecem irreversivelmente Roma, e no ano 476 a sua última capital é capturada por bárbaros germânicos e o seu último líder é morto.

É o fim do Império Romano. As luzes da civilização da Europa apagam-se.

O fim?

Não.

O Império Romano Oriental perdura, com a sua capital em Constantinopla, mantendo-se como o principal foco da Religião Cristã e repositório de cultura e ciência durante mais mil anos.


A cidade repele várias invasões, incluindo Átila o Huno, sendo conquistada apenas duas vezes. A primeira no ano 1206 pela Quarta Crusada, e pela segunda e definitiva vez em 1453 pelo Sultão Otomano Mehmet II.

A partir dessa altura Constantinopla passa a pertencer ao Império Otomano. Em 1922 o Império Otomano é dissolvido após a Guerra da Independência Turca, na qual o Movimento Nacional Turco, liderado por Mustafa Kemal Ataturk, vence.

Em 1930 Ataturk decide mudar oficialmente o nome da cidade para Istanbul, o seu nome grego arcaico, numa tentativa de se desligar das conotações europeias do nome Constantinopla.

Mapa Otomano de Constantinopla, 1493
Eu estive em Constantinopla este fim de semana passado.

Sim, a cidade chama-se Istanbul, e é uma cidade claramente islâmica. Vêem-se bandeiras com o símbolo do Islão por toda a parte, há mesquitas por todo o lado.

Grande Bazaar
Mas foram inúmeras as vezes que eu senti que estive na cidade romana de Constantinopla.

A igreja Hagia Sophia, um dos principais templos cristãos da antiguidade, mandada construir pelo Imperador Justiniano I, domina a cidade.

É um edifício com uma arquitectura fascinante, transportando-nos para um momento tão antigo da cultura europeia que é difícil de imaginar.


Estive ao lado da Coluna de Constantino, no actual bairro de Çemberlitaş. O Imperador Constantino I mandou construir a coluna para celebrar a fundação de Nova Roma em 330 AD.

Ainda lá está a coluna. Eu estive ao lado dela, 1685 anos depois de ter sido construída.


Encontrámos o Milion, o marcador a partir do qual todas as distâncias eram medidas no Império Romano, construído pela mesma altura.


Estive na Cisterna da Basílica, a maior das muitas cisternas subterrâneas de Istanbul, mandada construir pelo imperador Justiniano para guardar a água potável da cidade.

É  um espaço subterrâneo enorme, com um tecto abobadado, suportado por mais de 300 colunas.

Duas dessas colunas têm na sua base cabeças de medusa, provavelmente aproveitadas de outros templos romanos da localidade. 



Já há anos que leio acerca dos romanos, do cristianismo, da importância que estas coisas tiveram na nossa cultura. 

Nunca fui à cidade de Roma, mas sinto que tendo estado em Constantinopla estive mais perto da Roma Antiga do que se tivesse passeado pelo vaticano.

É uma sensação difícil de descrever, estar ao lado desse tipo de antiguidade. É uma mistura de fascínio maravilhado com o peso intimidante de séculos de história a espreitarem atrás de cada pedra. 

Deixo-vos com o grupo musical They Might be Giants, a interpretarem a música tema deste post.

Uma salva de palmas para eles. 

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domingo, 25 de outubro de 2015

Sometimes when you fall... - Part II

The trepidation of the train and the cold morning light streaming through the window prevent him from sleeping. He went to bed late last night. Again. He keeps promising himself he’s going to bed early, catch some sleep, not be as tired the next day. But he never does. Not for years now.

Going to sleep feels like giving up, to him. Going to sleep rushes the morning, and he doesn’t like mornings.

So now he tries to rest on the train on his way to work, but achieves only a kind of half-slumber which is even more tiresome in its own way.


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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Peidos Históricos

Já falei do poder da narrativa e dos tropes, esses memes/ferramentas de escrita que perpassam tudo o que tenha uma estrutura narrativa.

Andamos a contar histórias uns aos outros desde que sabemos falar mal.

Apesar de ser impossível saber ao certo sobre o que eram essas histórias primordiais, não devemos andar muito longe da verdade se pensarmos que eram sobre coisas que importavam aos nossos antepassados caçadores -recolectores: quem é que tinha caçado o maior bisonte, os encontros imediatos com tigres dente de sabre, os conflitos com outras tribos, histórias sobre as estrelas, sobre os deuses, etc.

Basta olhar para as pinturas que fazíamos nas paredes das cavernas, antes de sequer aprendermos a escrever.




Há até teorias recentes de acordo com as quais aquilo que parecem ser pernas a mais em alguns desenhos eram na realidade postas lá propositadamente para que, com a luz incerta da fogueira, dessem a impressão de movimento



A certeza que podemos ter acerca do facto de que as nossas histórias primordiais provavelmente eram desta natureza é que quando aprendemos a escrever e começamos a escrever essas mesmas histórias, estas já eram narrativas extremamente complexas.

Uma das obras literárias mais antigas é o poema o Épico de Gilgamesh.

O Épico de Gilgamesh foi escrito na Mesopotâmia, a região entre o Tigre e o Eufrates, correspondendo vagamente ao Iraque, Síria e Kuwait, incluindo regiões ao longo da Turquia e Irão.
Foi o berço da civilização, tendo incluído os impérios da Suméria, Acádia, Babilónia e Assíria, e foi conquistada por Alexandre o Grande em 332 antes de Cristo.

O Épico de Gilgamesh, escrito em 2100 antes de Cristo, é a história de um Rei, cheia de sexo, violência, roubo, desafio, angústia e retribuição divina. É o primeiro filme de amigalhaços, a primeira representação literária de um submundo, e o precursor à história da Arca de Noé.



Portanto quando há 4100 anos se escreviam coisas destas, já quase tão complexas como o melhor que se faz actualmente, não tinham sido inventadas há pouco tempo. Este tipo de narrativas já andavam a crescer e a evoluir desde há centenas de anos.

Existem tropes que são mais velhos do que cuspir na sopa, mais velhos do que a própria escrita, como evidenciado pelo facto de que quando se começa a escrever, eles já aparecem perfeitamente desenvolvidos.

Outra coisa que também já fazemos há muito tempo é contar piadas.

E poderiam pensar que, à semelhança do texto literário mais antigo do mundo, cheio de aventura épica, a primeira piada do mundo fosse igualmente elevada.

Não.

Escrita Suméria
A piada mais antiga do mundo, escrita pelos Sumérios (os tipos que inventaram a escrita) há 3900 anos, foi a seguinte:

"Coisa que nunca aconteceu desde tempos imemoriais: uma jovem mulher não se peidou no colo do seu marido"

Ou seja, é uma piada sobre o facto de as mulheres se peidarem quando estão no colo do marido.

Ou seja, a piada mais antiga do mundo é uma piada de peidos.


Há qualquer coisa de reconfortante no facto de as pessoas há tanto tanto tempo rirem-se basicamente das mesmas coisas de que nos rimos hoje.

Pessoas que, para a maioria dos outros aspectos práticos e culturais, estão tão longe de nós que mais valia serem alienígenas, apesar de tudo ainda eram dolorosamente semelhantes a nós.

Diz-nos o quanto não mudámos durante este tempo todo.

Deixo-vos com uma lista de piadas sobre peidos.
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domingo, 18 de outubro de 2015

Sometimes when you fall... - Part I

The freshness of elder pines.

His hearing strains as he walks through the path. The pines stretch above on either side of him. His slippers softly crush the needles beneath his feet.

He can hear them. There are six of them. Hiding in the branches.

He does not slow his steady pace, but instead adjusts his Katana nearer to him. When he needs to unsheathe it, it will be over quickly.

Almost painfully he remembers the night in the Shögun’s keep. Her name was Misako, and she was First Geisha to Homori-kun.

As one of his Samurai, he had been invited for the victory feast, and in honour of his feats in battle, Misako had performed a dance for him.

She had danced in the rain, to the sound of a single Koto, and it was poetry in motion. As he sipped at his impeccably made green tea, he realized she was the most beautiful thing he had ever seen in his life.

That same night he went to her room, and proclaimed his undying love for her. She raised a single, slender, white finger to her painted lips, pointing to the mark of her servitude. She was Geisha, a living work of art, a symbol of status, property of the Shögun. Not to be loved, but admired.

He did what he had to do.

They were closing in, now. He could feel the woods breathing closer.


He catches an arrow mid-flight with his left hand, quivering inches from his neck. The shooter had exhaled as he released it, giving himself away. They were either nervous or over-confident. 
He might yet survive this.


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sábado, 17 de outubro de 2015

Tunes with Tangerine - Shakin' All Over


Shakin' All Over, The Who

Chosen by Tangerine.

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