Pataniscas Satânicas

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Roses de Leila Meacham

"Spanning the twentieth century, Roses is the story of the powerful founding families of Howbutker, Texas, and how their histories remain intertwined over the span of three generations. 
Cotton tycoon Mary Toliver and timber magnate Percy Warwick fell in love, but because of their stubborn natures and Mary’s devotion to her family’s land, they unwisely never wed. Now they must deal with the deceit, secrets, and tragedies that surround them, and the poignant loss of what might have been—not only for themselves, but also for their family legacies. 
With expert and unabashed big-canvas storytelling that reads like a TexasGone With the Wind, Leila Meacham pens an epic of three intriguing generations. A deeply moving love story of struggle and sacrifice as well, ROSES is steeped with nostalgia for a time when honor and good manners were always the rule"




Eu queria muito gostar deste livro. Na realidade, pertence a um género que leio com frequência e que aprecio bastante. O que falhou então? Como é possível desistir a 47% de um audiobook de um tipo de livro que se gosta tanto?
A resposta franca e simples é que desisti por causa das personagens deste romance. As personagens pareceram-me pouco credíveis e não conseguir criar empatia com nenhuma. De uma maneira generalizada, somos apresentados a personagens egoístas, auto-centrados, pouco empáticos e com uma visão bastante limitada da vida.
Mary é obsessiva com a plantação de algodão que lhe foi deixada em testamento pelo pai. Seria interessantíssimo acompanhar esta obsessão, mas é muito pouco compreensível que ela queira uma aceitação por parte da família, quando esta Terra destrói os laços familiares existentes. É-me inimaginável que Mary não questione as suas motivações quando a sua mãe se suicida e a aponta como culpada. Esta é uma mulher que vive apenas para plantação! “I am Somerset” – Oiço-a dizer. E apetece-me esmurrá-la. Não há autocritica nenhuma. Há simplesmente um pensamento (incompreensível) que aquela plantação é a coisa mais importante. Mais importante que a mãe, que o irmão, que o homem que ama… Simplesmente destrói todas as suas relações significativas devido a este pensamento.
Percy, o interesse amoroso, poderia ser excelente não fosse o pormenor de, enquanto personagem, servir para lembrar às mulheres que por aí andam com a mania de terem uma carreira, que o motivo da sua existência é serem bonitas e terem filhos. E sim, ele tenta fazer algumas cedências, mas sempre com esta ideia subjacente.

Os outros personagens ou são perfeitamente irrelevantes e exagerados. As personagens neste livro são importantíssimas, porque a autora focou-se praticamente só no romance. Apesar de este livro ser uma saga familiar, a verdade é que não é dada qualquer relevância aos eventos históricos que vão ocorrendo. Só na medida em que afetam a plantação ou o conturbado romance. Assim sendo, não estou disponível para ouvir mais de 9 horas de audiobook com personagens que não aprecio.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Lady of Valor (Warrior #3)





Sinopse: Left a widow by her cruel husband’s death, Lady Emmalyn of Fallonmour is determined to control her own destiny, until her hard-won vows of independence are threatened by the mysterious warrior sent to protect her castle on order of the king. Emmalyn is now at the mercy of Sir Cabal, a feared knight known as Blackheart.
Skilled at war and hiding a tormented past, Cabal swears allegiance to no one but himself and his country. But once he meets Emmalyn, he finds his strength tested by this proud beauty who stirs his blood with desire, tempting him to defy his king and surrender his heart. . . .






Opinião:
“Lady of Valor” é o terceiro livro da trilogia Warrior de Tina St. John. Li o primeiro livro desta trilogia há cerca de dois anos. Na altura tinha descoberto o meu gosto pelos romances históricos e as maravilhas de saborear um género relativamente previsível mas reconfortante.
A premissa é interessante, dentro do género, e a verdade é que não conheço muitos romances que se reportem á época medieval. Cabal, o herói, é um personagem estereotipado, mas consistente, com quem se consegue criar empatia. Já não consegui apreciar muito Emmalyn enquanto personagem principal feminina. Não consigo entender como uma mulher consegue ser tão perspicaz no que toca a negócios e tão ingénua (associado a um elevado grau de teimosia) no que toca a todas as outras situações. Esta é uma personagem que consistentemente se coloca em situações de perigo perfeitamente evitáveis – que vontade de a abanar…
Outro problema que tive com esta história teve a ver com o enredo. Creio que existiram algumas inconsistências históricas, nomeadamente na liberdade de movimentos que era permitido a Emmalyn sem acompanhante. No entanto, uma das minhas grandes questões deveu-se à escolha do momento para a concretização da relação amorosa entre os dois. Quem é a mulher que escolhe ter relações sexuais pela primeira vez com um homem horas após a terem tentado violar? Mesmo tendo sido salva por Cabal, como é que Emmalyn estaria disponível mentalmente para isso?
Por fim, o final pareceu-me apressado e muito pouco esclarecedor. O que aconteceu ao Lord Hugh? Como é que em tempos medievais, um bastardo plebeu consegue casar com uma aristocrata e ficar com as suas terras? Nada foi explicado, foi simplesmente mostrado um final feliz.

No geral, foi uma leitura mediana. A linguagem é simples, a cadência adequada, mas confesso que fiquei ligeiramente desapontada. Estava à espera de mais.
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