Pataniscas Satânicas

Pataniscas Satânicas
Mostrar mensagens com a etiqueta Teoria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teoria. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma demonstração prática da Teoria do Hedonium

Hoje é dia de Pizza.



Pizza épica, maravilhosa.

Com tanto queijo que devia ser proibido, que quebra não sei quantas leis da física.

Comprei queijo castelinhos, queijo mozzarella, queijo de são jorge, queijo mozarella fresco e queijo feta.

Tenho pepperoni, bacon, tomate, azeitonas, cogumelos, pimentos.

Simultâneamente estou a fazer listas de Warmachine com as quais fazer sujar os kilts de qualquer troll (HA! piadas pessoais num blog público vão certamente tornar-me mais intrigante e popular entre a demografia feminina - pensou ele, ingenuamente).

Os níveis de Hedonium começaram a acumular-se perigosamente.
Eu sentia-o.

As leis da física começaram a tornar-se lentas e esbatidas, a realidade começava a desfiar-se pelas costuras, a lógica e a proporção estava a cair desleixadamente moribundas.



Não querendo provocar o colapso do frágil tecido do espaço-tempo e começando já a cheirar o ozono que vinha da fusão espontânea de átomos de oxigénio à minha volta, provocado pela acumulação de partículas de Hedonium, decidi que devia fazer alguma coisa acerca do assunto.

Então, abri rapidamente o Censos 2011 no site do INE, esperando assim poder contrabalançar o equilíbrio de forças do meu universo pessoal.

Em pouco tempo os meus cabelos deixaram de procurar electrões na humidade atmosférica, e consegui evitar ser esparguetificado por uma miríade de micro buracos-negros que começavam a surgir à minha volta.

QED


Read More »

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pensamentos sobre Epidemiologia

Estou a ter um curso de epidemiologia.

Eu devia gostar de epidemiologia.

Gosto de ciência, e a epidemiologia é uma meta-ciência.
É uma ciência que estuda ciência. Procura padrões, sistemas, erros.

Devia ser interessante.

No entanto quando estou a ter aulas de epidemiologia sinto que alguém pôs a minha alma numa prensa e está lentamente a esmagá-la enquanto me falam de reversões lineares qui-quadráticas em testes de wald com valores-p pouco significativos.

Porque, e isto é interessante, a Epidemiologia não devia existir.

E não digo que não deva existir, acho muito bem que exista. Mas é estranho que continue a existir.

Um tema, à medida que sabemos mais acerca dele, à medida que o estudamos, tende a suscitar mais interesse acerca dele mesmo. O interesse que gera é uma medida de sobrevivência da ideia.
Uma ideia mais interessogénica tem mais probabilidade de sobreviver ao longo do tempo do que uma ideia menos interessogénica.

A Epidemiologia é interessolítica.

Não me interpretem mal! Eu acho que a Epidemiologia é de suprema importância, extremamente útil e essencial para o avanço do conhecimento humano.

Mas existe um limiar de interesse que qualquer ideia tem de ultrapassar para se manter viva. E a maioria das ideias tem tendência a aumentar lentamente o seu interesse e assim manter-se acima desse limiar.

A Epidemiologia é das poucas ideias que de facto activamente diminui o seu próprio interesse abaixo do limiar de interesse.
É uma ideia auto-destrutiva.

Daí surpreender-me que continue a existir.

E existem pessoas que gostam!!! Como!?

Mais uma vez, estas pessoas são extremamente inteligentes, determinadas, zelosas do seu trabalho, investidas. Tenho a certeza que se as conhecesse melhor ia descobrir que são pessoas maravilhosas e de todo não tão aborrecidas como imagino que só possam ser.

Mas o problema é que a Epidemiologia É interessante...

Tenho uma relação de amor/tédio-destruidor-da-mente com a Epidemiologia.
Read More »

domingo, 18 de março de 2012

Hedonium

Cientistas vieram hoje anunciar a descoberta de um novo elemento até agora desconhecido, que foi baptizado de Hedonium.

Investigações recentes demonstraram que o Hedonium tem, à semelhança dos fotões, um comportamento corpuscular e de onda, bem como ausência de massa, mas um grande poço gravitacional.

Teoriza-se que o Hedonium será a partícula responsável pelo efeito de Matéria Escura observado no universo, e um forte candidato a Bosão de Higgs.

O Hedonium tem tendência a acumular-se à volta de eventos particularmente alegres, ridículos ou que provoquem riso às bandeiras despregadas. Os principais acumuladores de Hedonium são gatinhos e pedrados.

Os cientistas avançam também com a Lei da Conservação do Hedonium, de acordo com a qual a quantidade total de Hedonium no Universo é estável e constante, modificando-se apenas a sua distribuição.

Em locais onde a concentração de Hedonium é maior, a matriz espaço-tempo não é capaz de suportar o stress e começa a disromper-se originando singularidades de deslocalização e destemporalização de objectos e pessoas.

Locais onde a concentração de Hedonium é perigosamente baixa começam a surgir, espontâneamente, contabilistas.

A distribuição Hedonium pelo Universo é constantemente monitorizada e fiscalizada por uma agência secreta, organizada por sectores galácticos. Cada vez que um pedrado ou uma rapariga de 14 anos maravilhada com quão um gatinho é querido excedem os níveis de Hedonium permitidos por lei, aparecem os Senhores Vestidos de Negro a baterem-lhe à porta com uma luzinha que lhes faz uma lavagem ao cérebro.

That is all.
Read More »

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Homem que quando pede um Hamburguer, lhe trazem sempre uma Bota

Imaginem:

António está na fila para ir comprar um hamburguer. Já há muito tempo que não come um e hoje está-lhe mesmo a apetecer. Que se lixe a dieta. Vai deleitar-se com uma coisa qualquer com dois bifes, muito queijo, cebola e bacon.
Chega a sua vez, ele pede o seu hamburguer duplo com queijo e extra bacon, e num acesso de loucura, até pede as batatas fritas grandes.

Paga, e aguarda impacientemente que a rapariga com a cara cheia de acne e o olhar vazio lhe traga a sua comida.
Passados alguns minutos, e cada vez mais cheio de fome, António vê chegar a rapariga com o seu pedido. Sem nenhuma cerimónia a rapariga anuncia:
"Burger duplo de queijo, extra bacon e batatas grandes" ao mesmo tempo que deposita na bancada à frente de antónio uma grande bota.

António olha incrédulo para a bota durante uns segundos. Vira-se para a rapariga, mas percebe que do seu olhar vazio não vai obter respostas nenhumas. Volta a observar a bota velha que tem à sua frente, e só consegue pensar "Outra vez...".

António pega na sua bota e leva-a para uma mesa de onde acabaram de se levantar um casal de meia-idade que tinha ido comer sopa.
Fica uns minutos a olhar resignado para a sua bota. É uma velha bota. Não é uma bota da tropa. É uma bota daquelas que as pessoas usam no inverno. Ainda tem um pouco de lama nos atacadores. Não está estragada nem nada, mas vê-se que já foi usada.
António pondera como é que a sua vida chegou a isto.
Ele estava convencido que já tinha passado esta fase. Que já tinha ultrapassado os problemas e as dificuldades, que a sua vida estava finalmente a melhorar.
Mas afinal, ainda lhe trouxeram uma bota quando pediu um hamburguer.

António olhou para o menu iluminado do restaurante, e lá viu, realmente, em letras muito pequeninas, a seguinte mensagem "Todos os pedidos serão automaticamente substituídos por uma bota velha se o cliente não anunciar explicitamente que não quer uma bota".

António tinha-se esquecido, mais uma vez. E agora tinha apenas uma bota à sua frente.

Ponderou gravemente que as coisas tinham de mudar. Que não queria mais botas na sua vida, e que gostava que quando pedisse um hamburguer lhe trouxessem, de facto, um hamburguer.

Porque chega um momento na vida de cada um em que é altura de gritar bem alto "Eu não quero uma bota!". Chega a altura de nos levantarmos, e exigirmos o nosso direito de não ter uma bota velha quando pedimos um hamburguer!
Read More »

terça-feira, 5 de abril de 2011

Polícia dos Gordos


Contrariamente ao que vos possam dizer, esta história não tem semelhança nenhuma com a História dos Macacos. A História dos Macacos é pior.
A História dos Macacos não tem nada a ver com isto, e muito menos tem a ver com aviões carregados de clones do Gorbachev.

Imaginem:

Dois polícias, sentados num carro de polícia escondido atrás de um pilar de uma ponte. O polícia do lado do passageiro empunha um aparelho electrónico parecido com os radares de velocidade.
Do outro lado da estrada vai a passar um homem gordo. Veste uma t-shirt demasiado pequena e calções que ficamd emasiado justos nas virilhas.
O polícia aponta ameaçadoramente o aparelho electrónico na direcção do gordo. A máquina apita estridentemente, enquanto pequenas luzes passam de verde a vermelho, e o polícia diz, numa voz grave e profissional "Hipercolesterolémia. 325mg/dL... vamos apanhá-lo."

Os polícias aproximam-se do gordo, que quando os vê se mostra imediatamente defensivo.
Polícia 1 - Então, que é que temos aqui?
Gordo - Nada, sr. polícia. Está tudo bem!
Polícia 2 - Ai sim? Então não sabe que ia com hipercolesterolémia?
Gordo - Não, isso é impossível! Nunca me aconteceu antes!
Polícia 1 - Ah pois é... ia com 325mg/dL
Gordo - É metabólico...
Polícia 2 - Então e o que é isso aí no seu bolso? Um Snickers, huhn?
Gordo - Isso não é meu, é de um amigo meu. Ele pediu-me para guardar! Não é meu!

Um funcionário do governo, de fato e gravata, dirige-se para a entrevistadora e responde "A obesidade é um problema de saúde pública. Eu sei que ninguém quer realmente abordar a situação, mas está a tornar-se demasiado. Há demasiados gordos! Eu hoje quase não conseguia encontrar lugar para estacionar o carro. Não se trata de uma questão de discriminação, mas é um problema que tem de ser resolvido"

Apesar de várias medidas impostas, os gordos proliferam como coelhos perturbando o funcionamento da sociedade. Está documentado por estudos científicos fidedignos que uma pessoa saudável, após exposição prolongada a um gordo, tem um aumento de pelo menos 73,4% nos seus valores de açúcar no sangue.

Após várias tentativas de resolver o problema, decidiu-se que a melhor solução era devolver os gordos ao seu habitat natural.

Dois agentes da Polícia dos Gordos estão agachados numa esquina, com uma cana de pesca. Um deles tira com grande cuidado uma pequena caixa de alumínio cromado e põe duas luvas de borracha, abrindo a caixa com um hfsssss esterilizado.
De lá de dentro tira com todo o cuidado um Bollycao, como se este fosse explodir a qualquer momento, que prende ao anzol da cana de pesca.
O outro agente roda habilmente a cana de pesca e atira o Bollycao para o meio da rua.
Apenas momentos depois a linha dá um esticão, e o polícia é quase arrancado do seu lugar. O segundo polícia agarra-se a ele, e juntos, a custo puxam um gordo que mordeu o Bollycao. Será preciso sedar o gordo antes que seja possível retirar o Bollycao das suas poderosas mandíbulas.

Numa savana africana vemos um helicóptero a levantar voo, enquanto o gordo acorda lentamente no meio da relva, vestido apenas com umas cuecas brancas e óculos para ver ao longe.
Inicialmente desorientado, rapidamente o gordo encontra uma manda de gordos.
Após breves momentos de desconfiança e hesitação, o gordo é aceite na manada, e corre livre pela savana com os outros gordos.
Read More »

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Teoria dos números negativos

A teoria dos números negativos está a ganhar adeptos em estratos mais generalizados da população. Embora ainda não se aproxime ainda à teoria dos macacos. Ou é a história dos macacos? Sugiro referências vagas e intrigantes, em posts subsequentes, sem nunca se concretizar/finalizar/desvendar a teoria dos macacos. Nem a suposta ligação às Aventuras do Camilo, que muitos defendem ser apócrifa.... mas que este correspondente admite como real.
A única coisa que parece certa, é que outra peça do puzzle pode ser encontrada na métrica do post anterior: Harmaggeddon. Ou posso so estar a espalhar desinformação.... a desviar a atenção de uma verdade antiga e obscura.

Apesar de tudo, a teoria dos números negativos, é surpreendentemente simples.
Surgiu durante uma hora de almoço, em que eu e o Gui estavamos a discutir porque é que os números de 0 a 8deitado+ se designarem como números naturais. Que implicações teria essa convenção? Não demoramos a concluir que havia algo de não natural nos números abaixo de zero. Algo de condenável e profano. Algo de herético.
Não demoramos muito, nós que somos pró-vida, somos membros da aliança Cristã, e recebemos mensalmente a ''Sentinela'', que não é mais que um veículo de propagação de mensagens encriptadas da opus dei, a perceber que só tinhamos encontrado a ponta do iceberg.
Que outras tendências têm sido condenadas pelos conservadores como sendo profanas, aberrantes, e não naturais?
Claro! As tendências homossexuais! Agora já estão a perceber! É só seguir o dinheiro!
Todos os números abaixo de zero são homossexuais. Basta olhar com atenção! Todos mariconços, em filinha pirilau, uns a seguir aos outros... Porque é que vocês pensam que eles têm todos um menos entre eles? O que é que pensam que é aquele menos? Entre eles todos... até ao infinito...
É só um comboio larilas de números sem fim!

Mas isto é só o princípio! Porque quer acreditem, quer não, os números negativos constam nos conteúdos programáticos de matemática de vários anos lectivos! de vários!
E quem é que faz o programa de matemática? O governo! Os homens de negro do ministério da educação. É só seguir o dinheiro! Vocês sabem para que serve a matemática? para nada! nunca ninguém usou a matemática para nada no mundo real. Nunca. Então para que serve?
Porque é que o governo insiste, ano após ano, que os piores resultados académicos em portugal, são na matemática, e que é essencial reforçar os conteúdos programáticos?
Agora deixo-vos com um dilema moral:
Preferiam ter um filho toxicodependente, ou a passar a matemática?

You heard it here first!
Read More »

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Teoria das Palmas

Ontem, numa altura em que provavelmente deveríamos estar a estudar, uma amiga nossa pôs-nos a seguinte questão (quase exactamente nestes termos): "porque é que quando um homem e uma mulher estão no acto da cópula e em posições propícias, o homem tem tendência a aplicar, por falta de melhor termo, umas "nalgadas" na mulher e, aparentemente, disso retirar grande satisfação?"

Eu e o Ricardo olhámos um para o outro trocando um esgar de pânico, e a seguinte conversa telepática teve lugar:

Ricardo - Oh meu deus! Ela fez-nos uma pergunta socialmente embaraçosa que de outra forma não teríamos problema em responder, dada a simplicidade intrínseca à questão, não fosse o facto de ela ser uma rapariga e nossa amiga e termos medo de como ela vai reagir à verdade!
Eu - Ontem no Minecraft construí uma cascata de lava que cai para o mar!
Ricardo - Para além do mais não temos nenhuma resposta satisfatória que não nos deixe a parecer broncos não só por a resposta ser tão simples, mas porque a sabemos de todo!!!
Eu - No próximo update a obsidiana vai ter propriedades diferentes, pode ser usada para construir portais através do inferno! Não é fixe?
Ricardo - Temos de arranjar uma resposta tangente e parva o suficiente para ela não querer saber mais do assunto! Inventa alguma coisa, rápido!!
Eu -...vai ser tão fixe...


Desenvolveu-se então a Teoria das Palmas, que postula o seguinte.

Tomemos um indivíduo do género masculino, típico, que sai uma noite com um elemento do sexo feminino.
Vão ao cinema, ele oferece-lhe o jantar, e a noite corre-lhe surpreendentemente bem, ao ponto em que se encontra, como tão clinicamente o descreveu a nossa amiga, no acto da cópula.
Pensará provavelmente o seguinte:
"Que bom! Isto supera em muito a expectativas que eu tinha para esta noite! E ainda por cima estou aqui numa posição de que gosto em particular! Sinto-me agradado!"

E qual é uma das reacções mais primitivas e infantis (recordemos que estamos a falar de um indivíduo do sexo masculino típico) para expressar satisfação e contentamento?: bater palminhas!

O nosso indivíduo está tão contente por estar a copular numa posição que lhe agrada, que sente o impulso de bater palmas de felicidade.

Só que para o fazer tem de libertar as mãos dos seus pontos de apoio nas ancas do elemento feminino. No entanto quando o faz quase perde o equilíbrio e cai, porque, convenhamos, os homens não são bons em multi-tasking.

Qual é a melhor solução? Continuar a segurar-se só com uma mão, permitindo que a mão livre produza o efeito de bater palmas não palma-contra-palma mas palma-contra-nádega.


A nossa amiga não achou a nossa teoria uma explicação satisfatória, e ameaçou-nos de violência física caso não parássemos de nos rir como uns idiotas.

Nós, pela nossa parte, ficamos apenas contentes por poder contribuir para o conhecimento humano.
Read More »